"Enfim você chegou!
Respire fundo. Sorria.
Deixe suas preocupações de lado.
Receba o melhor que esse mundo tem a lhe oferecer,
afinal de contas,
você merece.

Entre e sinta-se em casa!"

Você ama bonito ou feio?

10.08.2008

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
Tenho visto muito amor por aí. Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.
Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam, descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões.
Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão, talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre. Recomendam-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando, não se cansar de olhar... e olhar, não atrapalhar a convivência com teorizações, adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.
Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos): não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade, de não dar certo, de depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito), de abrir o coração, de contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito(a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

12 amigos proseando comigo!:

Patty 9 de out de 2008 10:33:00  

Que lindo, Claudia.
O amor é sempre muito bonito.

Respondi teu email. Beijosss

Maria 9 de out de 2008 11:36:00  

O amor nem sempre é bonito. Mas achei o texto muito belo.

beijos!

Lê... 9 de out de 2008 12:41:00  

Oi Claudia!

É lindo esse texto!
Me chamou atenção a parte de 'cuidar da fala"... pois penso que não nas palavras,mas no tom e conotação que damos a elas,é que tem origem nossos grandes "probleminhas"...

beijo.

Bonequinha de Luxo 9 de out de 2008 20:14:00  

Lindo!!....Artur da Távola sabia como falar de amor!
E esse texto é muito verdadeiro e belo!
Fazer bonito o nosso amor parece fácil,mas não é.Precisamos deixar nosso ego de lado e compartilhar sempre..
beijos,Claudinha e parabéns pela escolha!
Priscila

Paula 9 de out de 2008 21:13:00  

Cláudia, lindo o texto, mas eu acho que o amor é sempre muito bonito!

beijos

Cláudia Gonçalves 9 de out de 2008 23:45:00  

Gente... obrigada pelos comentários. O texto do Ártyr da Távola é mesmo lindo. Mas fala sério... ninguém tem amado feio?

Eu tenho... acho... não tenho dado o carinho necessário, a atenção necessária.

Bjos.

Marcos Costa Melo 9 de out de 2008 23:49:00  

Oi, acabei de atualizar o blog. Ando numa fase enrolada, algumas coisas importantes estão com o prazo vencendo, não tenho tido muito tempo para o blog.

E viva o amor! Que não é fácil de levar...hehe

bjs

Pelos caminhos da vida. 10 de out de 2008 00:28:00  

Retribuindo visita!

O amor só é bonito qdo:

amamos...e...somos...amados.

Volte mais vezes,tb gostei do seu blog.

beijooo.

Gerly 10 de out de 2008 03:42:00  

Nossa! Achar alguém postando Lya Luft é o must! Quando eu crescer eu quero ser Lya Luft!
Só discordo dela num ponto, de tudo que já li:
"O bom de não sabermos todas as coisas é existir alguém que sabe.
O bom de existir alguém que sabe é não sabermos quem ele é.
O melhor de tudo isso é que mesmo sem entender, encostando o ouvido no lugar certo, mesmo numa noite muito escura, a gente vai escutar suas respostas."

Eu diria que o bom de existir alguém que sabe é eu saber quem ele é!

Adorei seu blog!

Volto mais vezes!

Beijoka!

Carolzita! 10 de out de 2008 19:05:00  

Muito verdadeiro esse texto!

Vanna 10 de out de 2008 22:05:00  

Oi querida, por causa do problema da minha mãe, tenho saido mais e não é q não tenha tido tempo, mas estou física e emocionalmente cansada e aí, acabo entrando e meio indisposta p/ circular bastante c/ gosto.
Mas verei se nesta semana fica melhor.

ah, já amei feio, agora gosto bonito.
Bjs, lindo fim d semana.

Patrycia. Muito prazer! 11 de out de 2008 09:36:00  

Amor é sempre lindo, quando retribuído. É via de mão dupla e se não tem a troca, aí é feio que dói. E dói muiiito!!

Gostei do texto e mais ainda da música. Sou fã de Julieta Venegas. Depois procura uma música chamada "Miedo", dueto dela com Lenine (meu sonho de consumo rs).

Xeeroooo

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Creio, com toda a minha alma, que o meu Deus está no comando de cada ato, gesto, acontecimento, sentimento, pessoa ou coisa, que entra ou sai da minha vida. Ele cuida de mim, e dos meus, o tempo todo, e sou infinitamente grata a Ele por isso.

"O bom de não sabermos todas as coisas é existir alguém que sabe. O melhor de tudo isso é que mesmo sem entender, encostando o ouvido no lugar certo, mesmo numa noite muito escura, a gente vai escutar suas respostas." Lya Luft

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