"Enfim você chegou!
Respire fundo. Sorria.
Deixe suas preocupações de lado.
Receba o melhor que esse mundo tem a lhe oferecer,
afinal de contas,
você merece.

Entre e sinta-se em casa!"

Mensagem à Família.

6.29.2008

Já sei!!!!!!!! Não ando escrevendo muitos textos meus... ando tão corrida, cansada... Sabe como é: filhos de recuperação, lojas vendendo pouco e devendo muito, meus pais viajando, empregados novos, e muita, muita enxaqueca...
Mas não acho certo deixar meu blog à deriva e sem escritos, então seleciono, com muito carinho, textos (que gosto) que se identificam completamente com o que sinto hoje e o que acredito ser verdade.
Boa semana para todos nós. Deus esteja conosco!
Na educação de nossos filhos
Todo exagero é negativo.

Responda-lhe, não o instrua.
Proteja-o, não o cubra.
Ajude-o, não o substitua.
Abrigue-o, não o esconda.
Ame-o, não o idolatre.
Acompanhe-o, não o leve.
Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.
Inclua-o, não o isole.
Alimente suas esperanças, não as descarte.
Não exija que seja o melhor,
peça-lhe para ser bom e dê exemplo.
Não o mime em demasia, rodeie-o de amor. Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.
Não fabrique um castelo para ele,
vivam todos com naturalidade.
Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.
Não lhe dedique a vida, vivam todos.
Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.
E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar,
não compre outra...
Ensina-lhe a viver sem portas.

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Relação filial X limites

6.25.2008

A educaçâo dos filhos é um tema constante nas minhas conversas com amigos, educadores, familiares. Na reunião semestral da escola, eu recebi esse texto e (nossa mãe!) achei-o perfeito!Sendo assim, o repasso (com os devidos créditos, como sempre), pois o que é bom, acho eu, pode e deve ser compartilhado. Boa leitura!

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história. O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca. Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tiveram medo dos pais e os primeiros que temem os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o julgo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitaram os pais e os primeiros que aceitam que os filhos lhes faltem com o respeito. À medida em que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam as suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais. Mas, à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, e, ainda que pouco, os respeitem. E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, os patrocinem no que necessitarem para tal fim. Quer dizer, os papéis se inverteram, e agora são os pais quem têm de agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e "tudo dar" a seus filhos. Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles. Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, o permissivismo sufoca. Apenas uma atitude firme e respeitosa lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, os carregando e rendidos à sua vontade. É assim que evitaremos o afogamento das novas gerações no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino. Os limites abrigam o indivíduo, com amor ilimitado e profundo respeito.
Gentileza de Mônica Monastério (Madri-Espanha)
Foto do google.

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Um lindo presente!

6.24.2008

Hoje recebi um selo lindo da Patty, do blog http://menina-mae.blogspot.com/. Fiquei muito feliz, pois sendo ela mãe, assim como eu, escreve sobre essa arte e muito mais. Adoro visitá-la sempre. Obrigada Patty!
PS.: Sei que devo repassá-lo. O farei mais tarde, ok!! (como diz o texto abaixo, estou sem tempo).
Grande beijo pra ti, Patty.

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O tempo (que falta ele me faz!)

6.23.2008

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho
a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais:
não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que,
infelizmente, nunca mais voltará.

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Geração 8 ou 80!

6.20.2008

Estou aqui digitando e falando ao telefone com meu marido. Meu filho (com 10 anos) fica no outro ouvido me pedindo as cartas de Naruto, que guardei porque ele não fez as tarefas escolares, o outro (com 13 anos) me chamando lá da sala e a Júlia (6 anos) reclamando que ninguém a deixa falar, nem a escuta (e olha que ela passou a tarde inteira comigo!). Quando estamos no carro, tenho que marcar a vez de cada um falar, porque nenhum espera o outro terminar o que está falando, e atropela a conversa numa disputa desenfreada por atenção.
Por que as pessoas de hoje estão tão imediatistas e exageradas? Por que não sabem ouvir não, tornando-se até violentas e/ou extremanente emotivas e chantagistas, quando algo não as agrada?
Quando o assunto são os jovens, a grande "dúvida" paira sobre os pais e a educação que deram aos seus filhos. Será que a falta de limites, o excesso de proteção, ter sempre alguém pra fazer as coisas pra eles, a mãe e o pai trabalhando fora são os pilares reais de todos os problemas da nossa sociedade? Ou será que os pais também são vítimas? (Pensar que muitos pais dão tudo de si pelos filhos!)
Mas, e quando são os adultos que não sabem dizer, nem ouvir não, que lutam brigam e gritam o tempo todo, querendo se fazerem ouvir e até intimidar o outro? São os pais também os culpados? Será que só os pais, ou a falta deles, são responsáveis por tudo de errado que se faz?
Creio que o telefone celular, a internet, estão colaborando também para as pessoas serem cada dia mais imediatistas. Tudo tem que ser na hora, correndo. As pessoas hoje, simplesmente, não sabem esperar, e isso inclui todas as faixas etárias. É como se fôssemos donos da vida e do tempo do outro. Algumas pessoas se acham no direito de monitorar cada passo da outra pessoa, até celular com GPS já estão comprando, não pra encontrar o melhor caminho, mas para ver qual o caminho mais rápido para chegar e saber onde o outro está (com exceções, é claro).
E os relacionamentos amorosos perdem muito com isso, pois a falta de liberdade numa relação, o dar satisfação de tudo, o tempo todo, pode sim acabar com essa relação, porque sufoca demais. É preciso manter a individualidade, os amigos, os laços familiares, a liberdade (não confunda liberdade com libertinagem), para que ambos sintam-se livres para estar na relação e permanecer nela. E quando ela chega ao fim, é preciso saber aceitar que ambos tem livre arbítrio para estar junto ou terminar tudo. O fim de um relacionamento é uma decisão difícil para ambos, mas é normal. Sempre aconteceu e sempre acontecerá, porque somos humanos, erramos nas nossas escolhas, sofremos e precisamos resolver isso, pois não devemos continuar num relacionamento só para agradar o outro, a sociedade ou a família.
Vejo que o exagero está em tudo, é tudo 8 ou 80, e concordo com uma professora que tive que defendia: "Tudo em exagero torna-se defeito."
Temos que buscar encontrar o meio termo para educar, para amar, para brincar, para sofrer, para viver (e isso não significa ficar em cima do muro, mas sim entender que o mundo dá voltas e que, podemos sim, mudar de opinião, e rever nossos conceitos).
E que Deus nos ajude!!! Bom final de semana!
Texto: Cláudia Gonçalves
Foto: Google (bebê em miniatura feito de biscuit)

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Canção dos Homens.

6.14.2008

Estive pensando em como venho falando apenas das necessidades, alegrias, tristezas, cansaço, amores e etc, das mulheres. Não que nós não mereçamos essa atenção, mas hoje, para dar a eles o devido valor, quero falar sobre HOMENS. Esses homens explêndidos que nos amam, cuidam de nós, nos aguentam nas nossas crises de TPM, de choro, de carência, de dor, de amor. Esses homens, únicos, que não entendem nossas atitudes e comportamentos, nossa alegria e melancolia, nossa infinita vontade que eles adivinhem o que estamos pensando, sentindo ou nos faltando... mas nos amam, mesmo assim. Hoje, o meu espaço é desses homens, tão importantes em minha vida: Meu pai, meu marido, meus filhos, meus amigos. Obrigada meus amores, por tudo. Boa leitura!

CANÇÃO DOS HOMENS por Lya Luft (claro!)

"Que quando chego do trabalho ela largue por um instante o que estiver fazendo - filho, panela ou computador - e venha me dar um beijo como os de antigamente.

Que quando nos sentarmos à mesa para jantar ela não desfie a ladainha dos seus dissabores domésticos. E se for uma profissional, que divida comigo o tempo de comentarmos nosso dia.

Que se estou cansado demais para fazer amor, ela não ironize nem diga que "até que durou muito" o meu desejo ou potência.

Que quando quero fazer amor ela não se recuse demasiadas vezes, nem fique impaciente ou rígida, mas cálida como foi anos atrás.

Que não tire nosso bebê dos meus braços dizendo que homem não tem jeito pra isso, ou que não sei segurar a cabecinha dele, mas me ensine docemente se eu não souber.

Que ela nunca se interponha entre mim e as crianças, mas sirva de ponte entre nós quando me distancio ou me distraio demais.

Que ela não me humilhe porque estou ficando calvo ou barrigudo, nem comente nossas intimidades com as amigas, como tantas mulheres fazem.

Que quando conto uma piada para ela ou na frente de outros, ela não faça um gesto de enfado dizendo "Essa você já me contou umas mil vezes".

Que ela consiga perceber quando estou preocupado com trabalho, e seja calmamente carinhosa, sem me pressionar para relatar tudo, nem suspeitar de que já não gosto dela.

Que quando preciso ficar um pouco quieto ela não insista o tempo todo para que eu fale ou a escute, como se silêncio fosse falta de amor.

Que quando estou com pouco dinheiro ela não me acuse de ter desperdiçado com bobagens em lugar de prover minha família.

Que quando eu saio para o trabalho de manhã ela se despeça com alegria, sabendo que mesmo de longe eu continuo pensando nela.

Que quando estou trabalhando ela não telefone a toda hora para cobrar alguma coisa que esqueci de fazer ou não tive tempo.

Que não se insinue com minha secretária ou colega para descobrir se tenho amante.

Que com ela eu também possa ter momentos de fraqueza e de ternura, me desarmar, me desnudar de alma, sem medo de ser criticado ou censurado: que ela seja minha parceira, não minha dependente nem meu juiz.

Que cuide um pouco de mim como minha mulher, mas não como se eu fosse uma criança tola e ela a mãe, a mãe onipotente, que não me transforme em filho.

Que mesmo com o tempo, os trabalhos, os sofrimentos e o peso do cotidiano, ela não perca o jeito terno e divertido que tanto me encantou quando a vi pela primeira vez.

Que eu não sinta que me tornei desinteressante ou banal para ela, como se só os filhos e as vizinhas merecessem sua atenção e alegria.

E que se erro, falho, esqueço, me distancio, me fecho demais, ou a machuco consciente ou inconscientemente, ela saiba me chamar de volta com aquela ternura que só nela eu descobri, e desejei que não se perdesse nunca, mas me contagiasse e me tornasse mais feliz, menos solitário, e muito mais humano."

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Ganhei mais um lindo Selo! Obaaaaaaaa!

6.12.2008

Acabo de ganhar esse selo da Elcia, do blog Suave Toque. Amei o mimo e fiquei muito feliz em recebê-lo, pois a Elcia é uma pessoa que escreve coisas lindas, e tem o coração repleto de poesia e amor. Obrigada de coração. O repasso, com muito prazer, a 9 blogs que adoro ler (era pra ser 5, mas não consegui tirar nenhum!) , pois são bons de verdade. São eles: Acendedor de Lâmpadas Fábrica de Palavras Reflexões e Opiniões Menina Mãe Palavras Euforia Melancólica Bonequinha de Luxo Depois de segunda? É terça. Alma de Poesia Um abraço. Cláudia

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Amor: fusão impossível?

6.11.2008

"O amor busca uma fusão do impossível, pois é o embate de duas solidões:
dois senhores, dois reis, cada um eventualmente disposto a fazer-se escravo,
mas não podendo abdicar de sua
condição sob pena de se tornar invisível, portanto impossível de ser visto e amado.
O repetido drama do ruído entre o que se diz e
o que é ouvido, o que faz e o que é sentido,
se desenrola em cada ato de cada cenário de cada amor.
Mesmo assim, é o amor que torna a vida possível. O mesmo sol que pode queimar as retinas,
ilumina e aquece -
e permite que o mundo seja habitável."
Por Lya Luft

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De cara nova... de novo!!!

6.10.2008

"Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante,
do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo,
sobre o que é o amor,
sobre o que eu nem sei quem sou...
É chato chegar a um objetivo num instante
Eu quero viver nessa metamorfose ambulante..."
Raul Seixas

Mudei o layout do blog de novo,
pois não me conformei de ver uma telona na minha frente e,
as minhas postagens, só no meio dela,
ficando o resto da página toda cinza (risos) e em branco.

Mas eu sou assim mesmo... mutável (ainda bem!).
Gosto de mudar sempre, buscando melhorar mais e mais.
Espero que gostem.

Um grande beijo, Cláudia.

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Saudade.

6.07.2008

Hoje assisti o filme P.S. Eu te amo. Achei lindo (admito, sou romântica mesmo), mas me deu uma melancolia... me deu uma saudade tão grande dos meus avôs que já se foram. Em especial da minha avó... essa é uma ferida que não sara. Será que nunca vou parar de sofrer a ausência deles? Sei que eles estão bem, onde quer que estejam, pois tinham corações imensos.
É incrível como algumas frases, ditas ao acaso, marcam para sempre as nossas vidas. Me lembro perfeitamente das visitas dela à minha casa e, como eu só escutava e tocava MPB, ela dizia que eu só gostava de músicas tristes. Algumas frases deles nunca esquecerei, pois marcaram e fizeram mudar o rumo da minha vida, colaborando para que eu esteja feliz e bem resolvida hoje.
Como sou grata a eles. Sou grata à minha outra avó, que está vivinha da silva, com seus sábios 94 anos. Ela vive me dizendo: não brigue tanto, minha filha, releve (quando o assunto é o meu marido, filhos.) Santa sabedoria! Sabedoria que ela realmente tem, pois foi casada por 60 anos com o meu avô, que dessa vida partiu também, me dando como conselho para viver com outra pessoa por 60 anos e ser feliz: Releve, releve, releve.
Fiquem com Deus, vocês todos que se foram... Obrigada por tudo... mas o que posso fazer né? Estou com saudade de vocês, de colo, de aconchego... mas amanhã estarei bem. Se sinto tanta falta é porque foram bons para mim e, realmente, valeu a pena cada minuto com vocês.

Se a gente lembra só por lembrar De um amor que a gente um dia perdeu Saudade entonce assim é bom pro cabra se convencê Que é feliz sem saber pois não sofreu.

Porém se a gente vive a sonhar Com alguém que se deseja rever Saudade entonce assim é ruim eu tiro isso por mim Que vivo doido a sofrer

Ai quem me dera voltar Pros braços do meu xodó Saudade assim faz doer e amarga que nem jiló Mas ninguém pode dizer que vivo triste a chorar

Saudade o meu remédio é cantar Saudade o meu remédio é cantar

Letra e música: Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira Imagens: Google

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TODO CASAL DEVERIA LER (se possível, agora!)

6.06.2008

Li essa crônica, LINDA e VERDADEIRA, no blog Fábrica de Palavras, da Sara (que é tudo de bom) e, com o apoio e concordância dela, o transcrevi aqui. Eu leio muito e, confesso, que nunca tinha lido algo que se encaixasse tão certo para o casamento (e olha que sou casada há 14 anos)!
Então, casais, leiam, aprendam e aproveitem o hoje, porque amanhã pode ser tarde demais.

Escrito por Artur da Távola

"Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado
uma ótima posição no ranking das virtudes,
o amor ainda lidera com folga.

Tudo o que todos querem é amar.

Encontrar alguém que faça bater forte o coração
e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe,
cair de quatro, babar na gravata.
Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de
um ônibus lotado. Tem algum médico aí??
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que?
O amor.

Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter

o poder de fazer levitar.
O que sobra é o amor que todos conhecemos,
o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.
É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem

três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O amor é único, como qualquer sentimento,
seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.

A diferença é que, como entre casados não há laços de sangue,

a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade,
qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza,
e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar
uma relação que poderia ser eterna.
Casaram.
Te amo prá lá, te amo prá cá.
Lindo, mas insustentável.

O sucesso de um casamento exige mais do que

declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto,
tem que haver muito mais do que amor,
e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.

É preciso que haja, antes de mais nada, respeito.

Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios.
Alguma paciência. Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações.

Tem que ter jogo de cintura para acatar regras

que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos,
acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.

Tem que haver inteligência.

Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais,
rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.

Tem que ter disciplina para educar filhos,

dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar.

Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio

tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância,
vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem,
às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou.

É preciso entender que união não significa, necessariamente,

fusão. E que amar, "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia,
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.

Tem que saber que o amor pode ser bom,

pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos
para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!"

Bjos.

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Cansaço!

6.03.2008

"Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada." Clarice Lispector Mas amanhã, gente, vou estar novinha em folha, se Deus quiser!
Bjos, Cláudia.

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Cansada, eu?

6.02.2008

Eu hoje estou, literalmente, pedindo arrego... eu preciso descansar!!!!!!! Estou tão, mas tão cansada, que até levantar os braços pra digitar esse texto, está complicado. Passo o dia todo correndo de um lado pro outro, entre cuidar das crianças, do marido, das lojas, da minha casa, dos cachorros, visitar meus pais, aniversario da sogra, dos filhos (meus e os dos outros), comprar presentes, comida, aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Na semana passada minha sogra e meus filhos fizeram aniversario, minha amiga Marianne se casou, foi um tal de correr pra comprar roupa, calçado, presente, organizar a festa dos meus meninos, participar das comemorações as quais fui convidada e pude comparecer. Um grande amigo fez festa pra ele também e não consegui ir. Resultado: ele está bravo comigo. E pra melhorar tudo, minhas duas empregadas pediram demissão na semana passada! Gente! Quanto mais eu corro, mais me convenço que está tudo errado. Não posso viver bem e satisfazer às expectativas de todo mundo!! E lendo na internet sobre a correria do dia-a-dia, encontrei um texto que caiu como uma luva em mim. Estou transcrevendo-o aqui (com os devidos créditos, é claro), pois até pra pensar, estou cansada.

Cansada, eu?!

“Acho que nem sei mais beijar, estou ficando acumulada feito a Mega-Sena”, diz Cecília, que se sente exausta demais para sair.

Por Leila Ferreira Imagine dormir em plena aula de natação, entre uma braçada e outra, e acordar com os gritos aflitíssimos do seu instrutor. Parece impossível? Então pergunte a Cris, que passou por esse vexame pelo menos meia dúzia de vezes neste último ano. Motivo? Cansaço, ou melhor, exaustão. Com dois filhos pequenos, um emprego que consome de 10 a 12 horas por dia e mais uma dezena de atividades paralelas, ela diz que estáno limite, mas não abre mão de nadar diariamente. 'É a única coisa que eu sinto que estou fazendo por mim, o único momento do dia que é meu de verdade, por isso não desisto.' O problema é que o horário que sobra para a natação é 6 da manhã. 'Eu me levanto às 5h30 e vou, mas o sono e o cansaço são tão grandes que às vezes durmo dentro da piscina. Quando meu instrutor vê que fiquei quieta, ele grita e eu acordo -assustadíssima, claro, e morrendo de vergonha.

'Nadar dormindo é só um exemplo do que tem sido o cotidiano das mulheres exaustas de hoje -e exaustas estamos quase todas nós. Com uma agenda que inclui trabalho, faculdade, filhos, supermercado, sacolão e curso de inglês ou espanhol, ainda temos que achar tempo para malhar, fazer limpeza de pele, pintar os cabelos, depilar, fazer as unhas, comprar presentes para todos os aniversariantes da família, devolver os filmes na locadora, pegar as roupas na lavanderia, levar o carro para a oficina, chamar o bombeiro para consertar a pia, ler o jornal e começar uma pós-graduação. Não é de se estranhar que tenhamos comportamentos cada vez mais bizarros.

Que o diga Beatriz, produtora de TV e mãe solteira. Quando chega em casa, às 9 da noite, encontra a filha Luana a mil por hora, querendo brincar de casinha. Beatriz achou uma saída criativa. 'Digo a ela que sim, que topo brincar, mas com uma condição: eu faço papel de mesa. Aí me deito de bruços no chão da sala, fico imóvel -mesa não mexe- e a Luana vai pondo os pratinhos em cima de mim. Depois de meia hora brincando de mesa, eu recupero as energias e vou pra cozinha preparar nosso lanche.

'No chão da sala ou na piscina, as mulheres, com ou sem filhos, têm recorrido a todo tipo de ginástica na tentativa de fazer caber em 24 horas uma lista de tarefas que exigiria um dia de pelo menos 48. E, perfeccionistas, queremos que tudo saia impecável. Será que é possível? 'A gente pode até conseguir, mas o custo é alto', garante Cecília, professora de inglês que morre de vontade de arrumar um namorado, mas não tem forças para sair de casa e paquerar por nada deste mundo. 'Ir pra barzinho depois de ralar o dia todo e ainda ter que me fazer de interessante pra que os homens se interessem por mim? Prefiro ficar sozinha. Pra falar a verdade, acho que nem beijar eu sei mais. Estou acumulada feito a Mega-Sena".

Acumulada, Maria Regina não está, mas diz que hoje acha a cadeira do dentista o lugar mais relaxante do mundo. 'É o único lugar onde eu posso ficar sem conversar, sem me mexer e sem atender o telefone', explica. Produtora de telejornais como Beatriz, ela ainda enfrenta o desafio de dar aulas todas as noites em uma faculdade de Comunicação. 'Passo os dias ouvindo e falando. Às vezes fico sonhando com aqueles minutos de silêncio que eles fazem antes do jogo no Maracanã. Um minuto daqueles umas três vezes por dia resolveria meu problema', diz.

Um dia desses, ao levar o carro para uma geral no posto de gasolina, Lílian perguntou ao atendente que já conhece de longa data: 'Posso deixar o carro pra lavar e passar?'. O frentista passou a mão na cabeça, pensou e respondeu: 'Passar, a gente ainda não passa, dona Lílian. Mas pode deixar que a gente lava no capricho'. A empresária me contou essa história na farmácia, onde tinha acabado de comprar um remédio para a memória, 'pra ver se a cabeça melhora'. Quase pedi o nome do produto. É que na véspera eu tinha tentado apagar a luz da cozinha soprando com toda força o interruptor e ainda fiquei nervosa quando ele não obedeceu. 'Você tem que parar, diminuir esse ritmo!', me advertiu uma amiga. Talvez esteja na hora de aprender a brincar de mesa como Beatriz, mesmo não tendo filhos -ou de procurar o dentista da Maria Regina.

Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro 'Mulheres - Por que Será que Elas...?', da Editora Globo

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Eu creio.

Creio, com toda a minha alma, que o meu Deus está no comando de cada ato, gesto, acontecimento, sentimento, pessoa ou coisa, que entra ou sai da minha vida. Ele cuida de mim, e dos meus, o tempo todo, e sou infinitamente grata a Ele por isso.

"O bom de não sabermos todas as coisas é existir alguém que sabe. O melhor de tudo isso é que mesmo sem entender, encostando o ouvido no lugar certo, mesmo numa noite muito escura, a gente vai escutar suas respostas." Lya Luft

Meu selo!

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